Labirinto Atemporal

Há quem diga, por ai, que o rock morreu, ou então que ele precisa de salvação ( aleluia!), como se ele fosse um cara, é, na verdade não dá pra explicar sua abrangência... um estilo de vida? Coisa do diabo? Um drogadão louco e perdido? Talvez, tudo e nada ao mesmo tempo. Isso é só uma questão de opinião, como diz a Pitty em uma de suas músicas. Não existe uma verdade só.

Num lugar banhado ao blues do Mississipi, um grupo de caras pegaram suas guitarras, olharam para o oculto das suas tristezas, dores, melancolias e, começaram a tocá-las, delas surgiram letras que foram da história política de um país à ofuscação de amores e ódios.

Anos se passaram...

Chuck Berry popularizou o tal estilo...

Elvis tornou-se rei...

The Beatles, após dez anos de tentativa e com seu estilo "bad boy", inconfundível, saltaram de Liverpool para o mundo...

Rolling Stones surgiu perambulando entre suas pedras...

A revolta dos Sex Pistols ao cemitério dos animais de Ramones...

O movimento Woodstock...

Janis Joplin e sua testosterona...

Bob Dylan em seu folk bucólico-ideológico...

Jimi Hendrix beijando sua guitarra...

Jim Morrison e as portas de sua poesia nem um pouco ortodoxa...

Os gritos de fúria do Metal...

Modas e estilos dos anos 80 rodeados à The Cure...

O tormento do Kurt Cobain...

Polêmicas...

Sexo...

Drogas...

Histórias engraçadas e horripilantes...

As tragédias dos vinte e sete anos...

Poetas destoados com suas vidas que se foram, no Brasil e no mundo...

Cada qual, ao seu jeito, fez o seu deleite...

Em meio a essa síntese roqueira, simples e sem data cronológica, dá pra se refletir as perguntas - ou afirmações clicherizadas ao longo dos anos:

Rock é um estilo de vida? Gene Simmons e sua língua grotesca apontam essa resposta...

É coisa de drogado?! Sim e não, afinal droga não é só química, é também um fanatismo pseudoreligioso e idiota, que fazem pessoas ignorantes brigarem por bandas, tribos ou fofoquinhas infantis.

É do diabo? Já dizia Don Rauzito que o diabo é o pai do rock, porém descordo do maluco beleza... discutir isso anda muito demodê, após a chegada dos roqueiros do bem... é o mesmo que discutir quem é gay ou quem não é na sociedade, que diferença faz?- e outra também que, hoje qualquer música pode ser do diabo, do Hare Baba às musiquinhas religiosas...

Ele morreu?! Não, não morreu, algums Brothers da vida até tentam suicidá-lo, mas ele continua ai, quebrando tornozelos, procurando novos caminhos...

E por última: Ele é perdido?! É, é sim, entre tantas perguntas, essa é a única certeza que faz todo sentido. Sua vivência permitiu que ele fosse assim... perdidão, feito labirinto... mas sabe, pensando bem, isso não é ruim, é um conforto! É um sinal de que, em meio as nossas próprias perdições de cada dia, não estamos sozinhos.

Aos amantes, Feliz Dia Mundial do Rock.




K.C