Pronome feminino eu



Ela não queria ser Lígia; nem se pintar como Marina; nem calar a boca como Bárbara; nem se rodopiar ao som dos ridículos, tediantes e desafinados Bandolins; nem cicatrizar suas feridas como Fátima; nem uma mulher, ao espelho, se martirizando pelo o que não foi, de fato; nem Pagu, por mais que a admirasse; nem Briget Jones, mesmo tendo um lado dela; nem Mary Jane; nem Angie; nem Maria; nem Camila; nem música; nem Diva. Nunca foi idolatra, mas já quis ser Clarices, na busca do seu coração selvagem, ou aquela que sangrava os seus tornozelos; desistiu de todas elas enquanto apreciava o seu remedinho amargo; pois, entre o oculto dos seus segredos mais sujos e encantatórios, tentava encontrar em seus abismos o próprio contraste; descompreendido pelo mundo, impunemente.

"In the city of blinding lights..."

K.C